A Prosa Incompreensível

 A cada caminho diferente,

Encontramos algo igual,

Não é o destino que se sente,

Mas a dificuldade anormal.


Não por falta de partilha,

Talvez pelo excesso dela,

Por que só eu vejo a maravilha,

Em cada pedaço de terra?


Porque sinto tão intensamente?

Com tudo a ficar escasso,

Eu só penso no meu pedaço,

E agradeço imensamente.


Será Dele ou de mim?

Talvez seja ilusão,

Esta tão aparente separação,

Serei o único assim?


Com o pensamento na união,

Fundado no carinho e coração,

Ao partilhar a dádiva divina,

E sentir que essa é a minha sina.


Sentir que cada vez que dou de mim,

Recebo qualquer coisa em troca,

Não sei se faz sentido assim,

Para mim a voz do egoísmo é muda.


Uma nova linguagem,

Uma nova percepção,

Sempre na aprendizagem,

Eterno Calão.


Talvez seja apenas parvo,

Faz mais sentido assim,

O mundo todo não pode estar errado,

Talvez o desentendimento seja de mim.





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